Caminho da Fé de bike
Logo que comecei a pedalar e fazer algumas trilhas, comecei a querer fazer cada vez mais coisas de bike. Foi quando o Denis veio com a idéia de fazer o Caminho da Fé. Não fazia idéia do que era e comecei a procurar (no google) que catzo era isso.
No começo, queríamos fazer em 4 amigos: o Can, o Diego, o Denis e Eu. Fizemos alguns pedais, com café, obviamente, para falar desse. Nas primeiras conversas, não entrávamos em acordo. Até porque, cada um tem um perfil diferente e ninguém sabia nada sobre o tal caminho. Só suposições com relação ao tempo, esforço, riscos e tudo mais.
O único que estava mais tranquilo era o Denis, que tinha, além de um preparo físico melhor, um pouco mais de conhecimento sobre o pedal. Decidimos então que precisaríamos fazer um planejamento bem feito, se quiséssemos mesmo trilhar o Caminho da Fé.
Na época, o site não era legal como hoje e não tinha informação quase nenhuma. Basicamente tinha o mapa (desenhado) e alguns depoimentos do tipo “foi uma experiência única” e o caraleo, que não ajudavam em nada. Por isso, começamos a procurar em blogs de outros ciclistas que tinham feito e comentado sobre o percurso.
Com base nesses posts (alguns com vídeos) conseguimos entender a complexidade do percurso e melhorou o entendimento das conversas. Porém, ainda não era o bastante…
O Can, como todo bom escoteiro, queria garantir a nossa sobrevivência em qualquer tipo de situação e sugeriu que levássemos desde facas e barracas até pás dobráveis para o pedal. Enquanto eu, mal queria levar uma toalha de banho pra não carregar peso! Deu para sacar como eram as reuniões de planejamento? Hehe!
Fiz várias pesquisas em sites de turismo, IBGE, Clima e qualquer um que tivesse informações sobre as cidades que passaríamos. Coletei o máximo sobre a topografia, clima e distância das cidades que achei (hoje tem tudo isso pronto no site do caminho da fé) e assim, consegui fazer uma planilha com todas as informações que precisávamos para planejar.
Fiz isso, porque queria saber (o mais próximo o possível do real) quanto tempo levaria para percorrer cada trecho, levando em conta que mais subidas, mesmo que mais curtos, demoram mais para transpor (com chuva mais ainda) e mais decidas, mesmo que mais longos, podem ser bem mais rápidos.
Nesse momento, decidimos que faríamos o pedal em Abril, porque o Denis precisava agendar as férias. O Diego e o Can já tinham dito que não iriam conosco e acabamos fechando assim mesmo. Só que eu não teria férias. Só banco de horas (e como tinha hora! eram mais de 300!).
Bastava então, fechar o tempo que precisaríamos para concluír e começar a ver se tínhamos tudo o que precisávamos para a viagem.
Foi um planejamento de um ano, levantando informações sobre os lugares, estimando o esforço em cada trecho e analisando os problemas que outros ciclistas enfrentaram, para preparar o kit de ferramentas e peças reservas que nos salvaria. Sem falar da atenção com as nossas condições físicas em cada parte do caminho. O Denis fez inclusive treinamento com o Robertinho da Tutto Bike, para manuteção de algumas peças mais críticas da bike.
Com isso, fechamos que tudo seria feito COM CERTEZA entre 7 e 8 dias do nosso jeito… Parando, curtindo e fotografando tudo na boa. 7 dias se fosse tudo bem e 8 se tivéssemos todos os problemas.
Fizemos o checklist do que faltava e pedimos uma ajuda para o nosso amigo Robertinho com as peças. Com tudo pronto, agendei a “super folga” e esperamos o Denis sair de férias.
Fomos de busão até Descalvado e na rodoviária já montamos as bikes, para pedalar até o hotel. Nesse momento, o planejamento já estava em execução e tinha check point para rever o plano nas chegadas (hotel, pousada ou fazenda). Validávamos o trecho no almoço e sempre que precisávamos tomar alguma decisão crítica – e foram várias, ao enfrentarmos alguma situação adversa durante o percurso – revíamos o impacto que teríamos nos próximos dias.
Aqui tem algumas fotos e mais no final, uns videozinhos nossos que achei por aqui sobre o pedal.
Esse, com toda certeza, foi um dos melhores pedais que já fiz e valeu cada km pedalado!
Comentários
Daniel Calmazini
Hahaha! Bem lembrado! Teve também o cão-mazini que desceu no maior pau com a gente uma parte do caminho e por causa dele perdemos as setas amarelas (daí tivemos que subir tudo outra vez para chegar um catzo de uma ponte que era para virar)!
Teve o dia dos remédios, que você espirrou cataflan no boteco do cara e ficou fedendo o lugar todo!
Teve o dia que eu não consegui trocar as pilhas do farol e fiquei puto! Hahaha!
Teve apagão naquela outra cidade também, que a gente chegou de noite, porque “precisávamos cumprir o cronograma do dia” (hahaha, que mala eu!)
Lembrei da volta, que a gente chegou uns 5 minutos depois que não podia mais andar levar as bikes no metro e tivemos que voltar pedalando depois de 555km com o corpo todo ferrado!
Muito bom! A gente precisa pensar em fazer algo assim de novo mesmo!
Marco Antonio Gonzalez Junior
Ae irmão! ![]()
MTB na Fé é tudo de bom! Fica aqui o convite de fazermos juntos um dia. Bora?



Denis
Cara… com certeza foi o melhor pedal que ja fiz também!
Teve muitas historias e com certeza se vc contasse 1/10 de tudo seria um livro!
Mas relembrando…
O cachorro lobo e os meninos que gostavam de filme porno hahahaha
A menina que quis trocar a boneca dele pelo meu n95.
Aquele velho com aquela menina que surgiram do nada e desapareceram do nada!!!
Aquele cara que deu carona pra gente no alto da montanha e a gente achou qua ia assaltar a gente.
A gente não ter achado nenhum lugar em campos do jordão pra tomar um chocolate quente que aceitasse cartão!!!
Aquela casa que a gente ficou que a geladeira só tinha coca-cola…
O cara do caldo de cana que enganou a gente hahahaha
A gente se perdeu numa cidade de 4 ruas e 1 praça!!!
Aquela lama infernal que ferrou as bikes.
O apagão no meio da festa que a gente foi na cidadezinha!
Cara são muitas….
Saudades.
Precisamos fazer outra no caminho da fé mesmo!