Cicloviagens | SMBikers

De Ponta a Punta (de bike)

30/03/2011 - 8:00 am
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Esse cara fez um negócio legal! Saiu de Ponta Porã, fronteira com o Paraguai e foi pedalando até Punta del Este, no Uruguai! No blog dele, que chama “de ponta a punta“, tem fotos dessa cicloviagem. Foram 3.530 km em 62 dias. Eu peguei algumas para mostrar um pouco do que ele conseguiu:

Na verdade ele já fez outros pedais. O primeiro foi de Ponta Porã para Amambai, no Mato Grosso do Sul; depois um de 325 km em dois dias, de Ponta Porã para Campo Grande-MS; aí veio um de quatro dias que foi de Ponta Porã para Corumbá, com uma média de 161 Km por dia (“Cheguei a fazer 210 km em um dia…”) e antes de fazer o “De Ponta a Punta”, teve um de Aracaju para São Paulo, que foi de 3.100 km em 34 dias, vindo pelo litoral até Caraguatatuba.

Pedalar é muito bom, seja como for. Mas essa viagem teve um diferencial interessante. Sempre comento que para fazer algo desse tipo, é preciso planejar antes. Porque, nesse caso, sair fazendo, é se meter em roubadas uma atrás da outra.

Eu fiz o Caminho da Fé há algum tempo e como não tinha a menor experiência com isso, planejei o melhor que pude antes de meter a bike na estrada. Foi um ano de planejamento para 8 dias pedal bem sucedido.

O de Ponta a Punta, claro, muito mais complexo que o Caminho da Fé, teve apoio do grupo Empretec, do Sebrae:

“O Empretec é uma metodologia desenvolvida pela ONU e implantada no Brasil pelo Sistema Sebrae. Atinge empresários, futuros empresários e profissionais liberais interessados em desenvolver comportamento empreendedor e potencial competitivo.” O site do Empretec tem um pouco mais sobre esse caso.

Esse cara, chama Rubem Reis Duarte e segundo seu perfil, tem 52 anos, é casado e pai de 03 filhos com idades de  23, 21 e 14 anos. Mais um exemplo de vida saudável para quem quiser seguir ou conhecer!

(Valeu a dica Januzza!)

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Caminho da Fé de bike

16/11/2010 - 9:04 am
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Logo que comecei a pedalar e fazer algumas trilhas, comecei a querer fazer cada vez mais coisas de bike. Foi quando o Denis veio com a idéia de fazer o Caminho da Fé. Não fazia idéia do que era e comecei a procurar (no google) que catzo era isso.

No começo, queríamos fazer em 4 amigos: o Can, o Diego, o Denis e Eu. Fizemos alguns pedais, com café, obviamente, para falar desse. Nas primeiras conversas, não entrávamos em acordo. Até porque, cada um tem um perfil diferente e ninguém sabia nada sobre o tal caminho. Só suposições com relação ao tempo, esforço, riscos e tudo mais.

O único que estava mais tranquilo era o Denis, que tinha, além de um preparo físico melhor, um pouco mais de conhecimento sobre o pedal. Decidimos então que precisaríamos fazer um planejamento bem feito, se quiséssemos mesmo trilhar o Caminho da Fé.

Na época, o site não era legal como hoje e não tinha informação quase nenhuma. Basicamente tinha o mapa (desenhado) e alguns depoimentos do tipo “foi uma experiência única” e o caraleo, que não ajudavam em nada. Por isso, começamos a procurar em blogs de outros ciclistas que tinham feito e comentado sobre o percurso.

Com base nesses posts (alguns com vídeos) conseguimos entender a complexidade do percurso e melhorou o entendimento das conversas. Porém, ainda não era o bastante…

O Can, como todo bom escoteiro, queria garantir a nossa sobrevivência em qualquer tipo de situação e sugeriu que levássemos desde facas e barracas até pás dobráveis para o pedal. Enquanto eu, mal queria levar uma toalha de banho pra não carregar peso! Deu para sacar como eram as reuniões de planejamento? Hehe!

Fiz várias pesquisas em sites de turismo, IBGE, Clima e qualquer um que tivesse informações sobre as cidades que passaríamos. Coletei o máximo sobre a topografia, clima e distância das cidades que achei (hoje tem tudo isso pronto no site do caminho da fé) e assim, consegui fazer uma planilha com todas as informações que precisávamos para planejar.

Fiz isso, porque queria saber (o mais próximo o possível do real) quanto tempo levaria para percorrer cada trecho, levando em conta que mais subidas, mesmo que mais curtos, demoram mais para transpor (com chuva mais ainda) e mais decidas, mesmo que mais longos, podem ser bem mais rápidos.

Nesse momento, decidimos que faríamos o pedal em Abril, porque o Denis precisava agendar as férias. O Diego e o Can já tinham dito que não iriam conosco e acabamos fechando assim mesmo. Só que eu não teria férias. Só banco de horas (e como tinha hora! eram mais de 300!).

Bastava então, fechar o tempo que precisaríamos para concluír e começar a ver se tínhamos tudo o que precisávamos para a viagem.

Foi um planejamento de um ano, levantando informações sobre os lugares, estimando o esforço em cada trecho e analisando os problemas que outros ciclistas enfrentaram, para preparar o kit de ferramentas e peças reservas que nos salvaria. Sem falar da atenção com as nossas condições físicas em cada parte do caminho. O Denis fez inclusive treinamento com o Robertinho da Tutto Bike, para manuteção de algumas peças mais críticas da bike.

Com isso, fechamos que tudo seria feito COM CERTEZA entre 7 e 8 dias do nosso jeito… Parando, curtindo e fotografando tudo na boa. 7 dias se fosse tudo bem e 8 se tivéssemos todos os problemas.

Fizemos o checklist do que faltava e pedimos uma ajuda para o nosso amigo Robertinho com as peças. Com tudo pronto, agendei a “super folga” e esperamos o Denis sair de férias.

Fomos de busão até Descalvado e na rodoviária já montamos as bikes, para pedalar até o hotel. Nesse momento, o planejamento já estava em execução e tinha check point para rever o plano nas chegadas (hotel, pousada ou fazenda). Validávamos o trecho no almoço e sempre que precisávamos tomar alguma decisão crítica – e foram várias, ao enfrentarmos alguma situação adversa durante o percurso – revíamos o impacto que teríamos nos próximos dias.

Aqui tem algumas fotos e mais no final, uns videozinhos nossos que achei por aqui sobre o pedal.

Esse, com toda certeza, foi um dos melhores pedais que já fiz e valeu cada km pedalado!

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Caminho do Sol – Dica sobre alimentação

17/01/2010 - 11:39 pm
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O Caminho do Sol passa por fazendas, estradas com pouco movimento, lugares com quase nenhuma casa e chega em cidades com poucas opções para comer, ainda mais fora do horário de almoço.

Passei por alguns lugares que eram para estar abertos, mas não estavam. Fiquei com fome no meio do caminho, entre uma pousada e outra, sem nem um chocolate para ajudar a enganar… Acabei pedalando algumas partes de barriga vazia e não foi legal.

Sugiro que leve na mochila, uma barra de cereais, pacote de biscoito, fruta ou algo desse tipo, para situações dessas. Não é legal pedalar com fome…

Veja todos os posts sobre o Caminho do Sol, clicando na tag Caminho do Sol.

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Caminho do Sol – Dica sobre cachorros

29/12/2009 - 3:23 am
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Tem muito cachorro ao longo do caminho. Tanto é que tem gente que chama de “caminho do cachorro” e nem preciso dizer que cachorro e roda de bike são como o bêbado e a cachaça: a cachaça não pode ver o bêbado que sai correndo atrás dele para derrubar.

Então, se um cachorro correr atrás da sua bike, NÃO CORRA! Diminua a velocidade e siga pedalando bem devagar que eles ficarão só latindo até você terminar de passar. Funciona! Pode testar e depois vem falar comigo do medo que sentiu da primeira vez que fez.

Isso foi algo que aprendi andando de moto. Há algus anos, precisava passar por ruas com muitas casas, onde as pessoas lagavam o portão aberto e os cachorros adoravam me seguir.

O que todo mundo (motorizado) faz nessa hora? Acelera e foge deles! Eu não era diferente, mas algumas vezes tentava jogar a moto em cima para ver se assustavam e desistiam, mas não adiantava… Sempre que tinha uma idéia – mesmo que besta – nova, tentava com os cachorros.

Até que uma das vezes reduzi a velocidade… Achei que eles riam muito de mim quando eu fugia – não sei onde estava com a cabeça quando resolvi colocar em prática essa idéia – e ao invés de me morderem, continuaram latindo no mesmo lugar, como idiotas.

Daí parei bem pouco tempo e, misteriosamente, eles pararam também! Ficaram me rondando e latindo, rosnando (bem feio) para o pneu e para mim, como se fossem me morder, mas não mordiam… Deu um pouco de medo nessa hora…

Então fui saindo sem correr e nenhum veio atrás. Só latiram de onde estávam… Desse dia pra frente só passava bem devagar nessa rua e eles latiam do lugar que estavam quando eu começava a reduzir e no máximo, vinha um mais folgado latir mais de perto.

Nós testamos isso de novo no Caminho do Sol e como sempre, funcionou! O Denis resumiu bem essa reação dos cachorros, dizendo que é como se, para eles, a brincadeira tivesse acabado.

O Denis acha que graça para os cães, parece que está em correr atrás da roda e só isso! Se pegarem, acaba a graça! Mesmo porque, eles não devem saber o que fazer com uma roda de bicicleta mastigada… Daí, ficam só latindo e esperando você “começar a brincadeira” de novo.

Essa dica, acho que é a mais importante do Caminho do Sol.

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Artemis – Águas de São Pedro (Quarto Dia)

28/12/2009 - 3:16 am
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Não pegamos nenhuma balsa e passamos por uma ponte de ferro bonita e não quisemos tirar foto, porque todo mundo tem.

Tem uma outra coisa que não achei legal… Teve alguns trechos, principalmente no final, que a orientação é para seguirmos na contra mão… Bike é um veículo como qualquer outro e o ciclista deve respeitar as leis de trânsitos, assim como os carros, motos, caminhões e qualquer outro veículo que transita nas vias públicas. Não pode ficar andando na contra mão e nem em calçadas.

Chegando em Águas de São Pedro, fomos direto até a Casa de Santiago carimbar as credenciais. Tomamos um banho, corremos para a rodoviária para nos informar sobre as bikes e garantir as passagens para o próxio horário. Com tudo certo, fomos comer na padaria Amigão até o ônibus partir.

Os caras da rodoviária disseram que as bikes poderiam ir no ônibus sem problema, mas o motorista ficou dando pitizinho de menininha, dizendo que a bike era grande e mimimi o porta malas pequeno e mimimi tinha que desmontar e mimimi a gente estava demorando. Muito mala!

Não desmontamos nada! Falamos que a orientação na compra dos bilhetes foi que não teria problema e por isso – só por isso – compramos a passagem e colocamos as bikes montadas mesmo.

Chegando em São Paulo, uma puta chuva… No terimal Tietê montamos as bikes e fomos pedalando até a Barra Funda (casa do Denis e do Danilo) e de lá vim pra casa em Pinheiros.

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FIM

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