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17/01/2010 - 11:39 pm
O Caminho do Sol passa por fazendas, estradas com pouco movimento, lugares com quase nenhuma casa e chega em cidades com poucas opções para comer, ainda mais fora do horário de almoço.
Passei por alguns lugares que eram para estar abertos, mas não estavam. Fiquei com fome no meio do caminho, entre uma pousada e outra, sem nem um chocolate para ajudar a enganar… Acabei pedalando algumas partes de barriga vazia e não foi legal.
Sugiro que leve na mochila, uma barra de cereais, pacote de biscoito, fruta ou algo desse tipo, para situações dessas. Não é legal pedalar com fome…
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29/12/2009 - 3:23 am
Tem muito cachorro ao longo do caminho. Tanto é que tem gente que chama de “caminho do cachorro” e nem preciso dizer que cachorro e roda de bike são como o bêbado e a cachaça: a cachaça não pode ver o bêbado que sai correndo atrás dele para derrubar.
Então, se um cachorro correr atrás da sua bike, NÃO CORRA! Diminua a velocidade e siga pedalando bem devagar que eles ficarão só latindo até você terminar de passar. Funciona! Pode testar e depois vem falar comigo do medo que sentiu da primeira vez que fez.
Isso foi algo que aprendi andando de moto. Há algus anos, precisava passar por ruas com muitas casas, onde as pessoas lagavam o portão aberto e os cachorros adoravam me seguir.
O que todo mundo (motorizado) faz nessa hora? Acelera e foge deles! Eu não era diferente, mas algumas vezes tentava jogar a moto em cima para ver se assustavam e desistiam, mas não adiantava… Sempre que tinha uma idéia – mesmo que besta – nova, tentava com os cachorros.
Até que uma das vezes reduzi a velocidade… Achei que eles riam muito de mim quando eu fugia – não sei onde estava com a cabeça quando resolvi colocar em prática essa idéia – e ao invés de me morderem, continuaram latindo no mesmo lugar, como idiotas.
Daí parei bem pouco tempo e, misteriosamente, eles pararam também! Ficaram me rondando e latindo, rosnando (bem feio) para o pneu e para mim, como se fossem me morder, mas não mordiam… Deu um pouco de medo nessa hora…
Então fui saindo sem correr e nenhum veio atrás. Só latiram de onde estávam… Desse dia pra frente só passava bem devagar nessa rua e eles latiam do lugar que estavam quando eu começava a reduzir e no máximo, vinha um mais folgado latir mais de perto.
Nós testamos isso de novo no Caminho do Sol e como sempre, funcionou! O Denis resumiu bem essa reação dos cachorros, dizendo que é como se, para eles, a brincadeira tivesse acabado.
O Denis acha que graça para os cães, parece que está em correr atrás da roda e só isso! Se pegarem, acaba a graça! Mesmo porque, eles não devem saber o que fazer com uma roda de bicicleta mastigada… Daí, ficam só latindo e esperando você “começar a brincadeira” de novo.
Essa dica, acho que é a mais importante do Caminho do Sol.
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28/12/2009 - 3:16 am
Não pegamos nenhuma balsa e passamos por uma ponte de ferro bonita e não quisemos tirar foto, porque todo mundo tem.
Tem uma outra coisa que não achei legal… Teve alguns trechos, principalmente no final, que a orientação é para seguirmos na contra mão… Bike é um veículo como qualquer outro e o ciclista deve respeitar as leis de trânsitos, assim como os carros, motos, caminhões e qualquer outro veículo que transita nas vias públicas. Não pode ficar andando na contra mão e nem em calçadas.
Chegando em Águas de São Pedro, fomos direto até a Casa de Santiago carimbar as credenciais. Tomamos um banho, corremos para a rodoviária para nos informar sobre as bikes e garantir as passagens para o próxio horário. Com tudo certo, fomos comer na padaria Amigão até o ônibus partir.
Os caras da rodoviária disseram que as bikes poderiam ir no ônibus sem problema, mas o motorista ficou dando pitizinho de menininha, dizendo que a bike era grande e mimimi o porta malas pequeno e mimimi tinha que desmontar e mimimi a gente estava demorando. Muito mala!
Não desmontamos nada! Falamos que a orientação na compra dos bilhetes foi que não teria problema e por isso – só por isso – compramos a passagem e colocamos as bikes montadas mesmo.
Chegando em São Paulo, uma puta chuva… No terimal Tietê montamos as bikes e fomos pedalando até a Barra Funda (casa do Denis e do Danilo) e de lá vim pra casa em Pinheiros.
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FIM
- 3:15 am
Acordamos cedo e saímos com o tempo nublado… Pegamos um pouco de garoa no caminho.
Pedalamos em muitos canaviais, para variar, e aqui fica uma crítica: é totalmente desnecessário a quantidade de voltas que a gente tem que dar dentro de alguns canaviais, principalmente nesse trecho final.
Não é possível que não tenha nenhum lugar mais interessante para passar por entre essas cidades que não sejam as infinitas ruas de um canavial. Mesmo que não tenha, pra que fazer tantas voltas dentro do mesmo canavial?
Tinha uma ponte quebrada, mas passamos por ela mesmo assim.
Uma velha ficou com medo quando fomos pedir informação e saiu correndo.
Paramos para comer um misto numa padaria onde as pessoas nos atenderem muito bem, mas não tinham mais trufas geladas… Haha!
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- 3:03 am
O trecho até Monte Branco tem bastante areia, muitos altos e baixos e umas descidas com rachaduras feitas pela água, cruzado a pista. Por isso foi uma das partes mais divertidas!
Chagamos numa pousada simples e com, talvez, a melhor comida do caminho.
Conhecemos Jesus – Aha! Eu sabia que um dia conheceria esse cara! – e passamos todas as sugestões de sinalização que poderiam beneficiar os ciclistas e também informamos sobre a condição da sinalização até lá.
Só pegava sinal da Claro na segunda trave do campo de futebol do lado de fora da casa.
O Danilo e Denis ligaram para suas respectivas e eu fiquei com o Saporro no quintal.
Saporro é um animal que parece uma mistura de sapo com cachorro. Depois eu explico…
Tentei subir o resto dos posts, mas não deu… Telefonia móvel no nosso país é UMA VERGONHA!
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