Domingo, rolou um pedal de São Paulo até Santana do Parnaíba.
Saímos as 8h00 da Casa do Denis, mas antes encontrei o Adriano no caminho, já que o Denis parecia estar com preguicinha de vir até a Abril e voltar.
O trajeto foi esse aí:
Alguns momentos a altitude variou de 700m para 800m em trechos de 4km (esse foi o máxiimo). Porém, no geral é um caminho que começa plano – por causa da Rodovia Castello Branco – vai assim até Alphaville e no trecho até Santana do Parnaíba começam as subidas.
No meio do Pedal vimos que o Can também saiu para pedalar, porque fez check in no foursquare! Achamos muito bom, só que também ficamos preocupado, já que o segundo check in dele foi no Hospital Santa Catarina. Hehehe!
O Can já tinha ido, o Denis também e finalmente chegou a minha hora de pegar a estrada de bike. Era 23 de junho de 2007 e esse dia foi só um exercício, para sentir como seria a encrenca de pedalar até Campinas. Objetivo maior dessa experiência.
Como todo pedal nosso de final de semana, saimos impreterivelmente 8h30 – 11h00 da casa de alguém – e nesse dia foi da casa do Denis – sem desculpas e sem atrasos.
Na época eu estava com a Sharon (minha TREK 4500) e o Denis com a Caloi Elite Pro 2.7 dele, que serviu muito bem em todos os pedais que fizemos e foi guerreira até o fim!
Na maioria das vezes, ia de bike da minha casa (no Tatuapé) até a casa do Denis (em Perdizes), mas não estou lembrando se nesse dia fui de carro ou de bike mesmo. Pela cara do mané descabelado aí da foto, to achando que fui de bike, mas Denis, me ajuda a lembrar, por favor, e manda um comments! Belê?
O mais importante é que saímos e fomos pedalando até o acesso para a Bandeirantes. Quando pegamos a estrada, não tinha noção de que esse pedal seria dificil. Nunca tinha encarado uma dessas e acabei puxando mais do que devia no começo.
A gente forçava nas subidas e pedalava o máximo que dava nas descidas. Coisa que era realmente necessário – mas não tanto quando a gente puxava – porque em vários trechos tinha muito vento contra. Tanto que se a gente não pedalasse, a bike quase parava, inclusive nas descidas.
Bom, isso me esgotou. Não cheguei a sentir cãimbra, mas senti minha virilha doer mais do que o de costume e resolvi não forçar mais. Então, pedi para pararmos no final da última subida, logo antes do posto, para alongar. Não queria me quebrar, porque era só o começo do dia ainda.
Depois de alongar, pedalamos mais um pouco e paramos no posto, para tomar um café com leite e pão de queijo. Tinha outros bikers lá. Eram legais as bikes deles, mas não eram do mesmo estilo que as nossas. Vimos, comentamos, fotografamos e paramos as nossas mais perto da entrada.
Depois de uma respirada, pão de queijo e um café com leite, estáva novo e sabia que podia continuar, mas dessa vez com mais moderação na puxada. O Denis, que já tinha feito esse percurso, concordou que puxamos mais do que devíamos nessa parte.
Na época desse pedal, não fazia idéia de como era pegar a bandeirantes com bikes desse tipo, mas isso é outro assunto. O caso aí é que fomos embora junto com eles e seguimos a estrada rumo ao pedágio, que era o objetivo do dia.
Pedalar na estrada não é nada igual à pedalar na cidade. Alguns detalhes acabam fazendo muita diferença. As subidas, por exemplo, que as vezes não não muito íngimes, mas são muito longas e para um carro a 120km/hm parece só uma inclinação, mas para um ciclista com vento contra pode parecer interminável.
Na estrada não há semáforos, nem cruzamentos onde podemos parar e respirar. Temos que nos concentrar no nossos movimentos, “ouvir” nosso corpo e entender quando é hora de relaxar mais uma perna, mudar um pouco o ritmo do pedal ou achar outra posição na bike – é, tem isso sim – e o mais importante: a hidratação.
Parece besteira, mas às vezes esquecemos de beber água e ficamos muito tempo com sede ou bebemos muito logo de cara e ficamos sem quando precisamos. Daí sofremos mais, porque não racionalizamos.
Se você conseguir controlar bem essas variáveis – o que é uma questão de costume – pedalar na estrada pode ser muito legal. Mais até do que parece, porque aí você consegue aproveitar as coisas da estrada como a velocidade, a sensação de pedalar sem parar e por aí vai.
Então, aí a gente chegou no pedágio. Fotinho! Haha!
Fotinho Rock ‘n Roll!
Depois disso, paramos com as fotos. Rolou um video, que outro dia atualizo aqui – porque os MALAS do Youtube disseram que tem faixas de audio não autorizadas e acho que terei que reeditar, só para citar todas no final -
e fomos pedalando direto para SP. Chegando na cidade, resolvemos esticar até a Decathlon.
Chegando na Decathlon, o dia já estava escurecendo e a gente ainda ia sair a noite. Acabou anoitecendo e voltamos do Morumbi para a casa pedalando. Daí banho e balada! Vida de biker é bem mais agitada quando a gente pedala. Dá para encarar mais de 100km de pedal no sol e com vento contra e esticar uma balada a noite.
No total foram 116,77Km de pedal nesse dia e tive algumas lições muito importantes de resistência, cadência e conhecimento dos meus limites, que me foram muito úteis em outros pedais. Valeu cada km esse pedal! Chupa essa manga, que acabei de criar um bordão!