Hoje pela manhã, li no Estadão uma reportagem que preciso comentar aqui!
São pelo menos 240 mil paulistanos que usam a bike como transporte diariamente, segundo pesquisa do Metrô.
70% das viagens são para trabalhar e se considerarmos compras, escolas e outras viagens desse tipo, o índice sobe para 96%.
Isso mostra algo que já havia comenado por aqui, sobe a bike, há muito tempo, já não ser mais um brinquedo de final de semana. Isso é uma percepção de quem só viveu em grandes centros.
Para evidenciar ainda mais a viabilidade da bike como meio de transporte e não apenas como lazer, são só 4% dos ciclistas de São Paulo (uma cidade que privilegia os carros) que usam a bike para passeios em parques.
Além disso, a cidade de São Paulo já tem mais de 50km de ciclovias (é pouco, mas é algo) e por experiência própria, sei que é perfeitamente possível reduzir o tempo de um trajeto de 2 horas (ou mais) para 40 minutos aproximadamente.
Tem bicicletários em algumas estações do Metrô e da CPTM, tem empresas como a Porto Seguro administrando bicicletários e oferecendo bikes para quem quiser pedalar ao invés de dirigir.
Já são vários pontos a favor da bike, mas também já comentei por aqui, que não basta o cidadão querer usar sua bicicleta se não houver estrutura para isso.
Não falo apenas de ciclovias e bicicletários, mas também das empresas, que podem disponibilizar chuveiros, vestiários e locais adequados (que não é nada de outro mundo) para os seus funcionários pararem suas bikes.
Agora tem uma lei sendo regulamentada, que obriga estabelecimentos comerciais a oferecerem “paraciclos”, mas insisto que se houver um pouco mais de boa vontade, nenhuma lei nesse sentido é necessária.
Seja por necessidade ou ideologia, a bike merece um destaque maior, pois para curtas distâncias resolve o problema de muita gente, inclusive as que não podem usar a bike no dia a dia, seja por qual motivo for.
Outra observação sobre essa matéria do Estadão e fato constatado desde que comecei apedalar, é que somente 1 a cada 10 ciclistas é do sexo feminino!
Mais uma que saiu na Globo.com e essa matéria é realmente muito boa!
Não é novidade que os japoneses usam a bike como transporte do dia a dia – e isso é algo que poderia muito bem acontecer por aqui – mas bike, para eles, parece ser bem mais do que isso. Tem coisas bem interessantes na maneira como eles pedalam por lá.
É fato que eu não conseguiria pedalar segurando um guarda-chuva e lá, acreditem, é proibido pedalar com guarda-chuva aberto na mão! Como eles conseguem?!
Tem gente que não gosta de dirigir. Claro! Pedalar é MUITO mais legal. Só que a ponto de cobinar a bike com o sapato e com a roupa, só os japoneses – e o Danilo Ferreira (haha) – para conseguir isso mesmo! Sem falar que as mulheres ainda pedalam de salto alto numa boa!
Diz na reportagem, que Tóquio tem a população maior do que a de São Paulo – fui conferir e a Cidade de São Paulo tem 11.037.593 (2009 – IBGE) enquanto Tóquio tem aproximadamente 12.790.000 (Wikipedia) – e quase não tem engarrafamento, por causa das bikes!
Além disso, Tóquio não tem ciclovias! Isso mostra quanto nós (o povo) podemos fazer a diferença, quando realmente queremos algo. Confira mais detalhes no video da Globo:
A Globo.com quebrou vários videos que eu tinha usado aqui no blog. Por isso, infelizmente, decidi tirar.
Como disse a brasileira que mora em Tokio e que, de bike, em 25 minutos está em casa: “bicicleta é bom, de bicicleta a gente vê a cidade”. É isso aí, eu concordo!
Nós mandamos o Zico, para ensinar os caras a jogar bola e em troca podemos aprender a pedalar com eles! O que vocês acham?
<><><> Atualização de ultima hora no post!<><><>
Contribuição especial da Luciene @luci_n. Uma amiga que trabalha na Exame, aqui na Abril também!
A Lu me mandou fotos que ela mesma tirou em Kyoto, da mulherada toda trabalhada – como diria a Tamara @tamaravilha – pedalando e disse que não é só por causa das bikes que não tem trânsito.
Imagina a mulherada pedalando assim pela Faria Lima, por exemplo:
Segundo a Lu, “as pessoas usam as bikes pra andar pelas distâncias ridículas que sobram entre as casas e os destinos sem trem ou metrô”. Está aí outra coisa que podemos copiar também!
No ano passado ouvi na CBN que fariam uma Ciclovia na Marginal Pinheiros. Eu não acreditei, mas sempre tive vontade de pedalar naquela parte que beira o rio.
O problema é que a terra de lá deve ter mais coliformes fecais que qualquer outra parte da cidade e levar um tombo poderia ser nojento, além de dolorido.
Mas não é que saiu a Ciclovia mesmo? A Carol que trabalha aqui no Abril.com que me contou! Sábado agora, dia 27/02/2010 será a inauguração! A Ciclovia vai ligar da Usina de Traição até perto da Represa Billings.
Agora tenho que ir para uma reunião com o pessoal da Quatro Rodas, mas depois escrevo mais.
Enquanto Obama promete reduzir a emissão de gases poluentes, já tem gente – bem embaixo do nariz dele – fazendo!
Desde 1994 a cidade de Nova York tem uma campanha a favor das bicicletas, com o objetivo de contruir de três mil quilômetros de ciclovias até 2030. Tudo bem… Agora temos iniciativas desse tipo no Brasil, como a Ciclofaixa, aqui em São Paulo.
O mais legal nem é isso! Além da Campanha, que é uma iniciativa pública, em NYC a população também faz a sua parte – parece que nem todos são uns “gorodolas acomodados” que esperam o governo fazer tudo por eles – e tem mãe que leva as filhas todos os dias de bike para a escola, assim como fotógrafo que comprou bike aqui no Brasil, para sair fotografando pela gringolândia.
Segue o techo de uma reportagem que achei o Globo.com falando sobre isso:
(o que interessa para o blog começa no minuto 1:50)
Me desculpem, mas a Globo.com, mais uma vez, quebrou o vídeo que eu tinha includado aqui… É uma pena, mas tive que tirar…
Mobilidade sustentável no mundo
É sempre assim. De segunda a sexta, duas vezes por dia e não importa se chove. É uma viagem de, pelo menos, três quilômetros pelas ruas de Nova York até a escola das filhas.
Uma de quatro, a outra de seis. Elas adoram a “bicicleta escolar” criada pela mãe. Vão e vem cantando. “Primeiramente, o metrô, de manhã, é muito cheio. Botar as crianças lá não faz sentido”, conta a mãe.
Ela acrescenta: “a bicicleta é um bom exercício para mim e eu acho que estou enviando uma mensagem para elas sobre bem estar, sobre como viver sem carro.”
A campanha a favor das bicicletas começou em 1994. Com um objetivo: a criação de três mil quilômetros de ciclovias até 2030. Hoje são 700 quilômetros em toda a cidade de Nova York.
Está longe do compromisso, mas – sem muito esforço – já dá para fazer da bicicleta o único meio de transporte. Todas as noites, Zoran Milich, recarrega as baterias e todos os dias gasta a energia pedalando, quer dizer, fotografando. É profissional da área, da área das fotos e hoje topou registrar esta reportagem.
A bicicleta, com uma bandeja na frente, é ‘made in Brazil’, só lá tem esse modelo conta o fotografo que morou no Rio de Janeiro de 2004 a 2006. Ele viu os entregadores em Copacabana e comprou uma igualzinha para trabalhar.
Há três anos o fotógrafo Zoran Milich ganha dinheiro assim: registrando as cenas de Nova York sem pegar trânsito, sem ficar nervoso, sem poluir o meio ambiente, sem ter que pagar todos os dias por um meio de transporte.
“Eu acho que isso é um passo no caminho de um mundo melhor e o meu caminho é elétrico com uma bicicleta de entregas comprada no Rio de Janeiro”. “Eu posso dizer que ando bem feliz,” conclui o fotógrafo.
Depois dessa, só posso terminar o post com um sonoro Pedala Obaminha!
Se alguém aí tem atitudes ciclísticas ou apóia esse tipo de coisa, como os novaiorquinos citados na reportagem acima, manda um comments e se tiverem críticas também, fiquem à vontade!